Esses dias me deparei com o vídeo de uma palestra do Ricardo Cappra, um baita nome da ciência de dados.

Eu venho pesquisando bastante sobre o fato de não conseguirmos mais dar conta de tantas informações que recebemos e o quanto isso é tóxico para o ser humano. Cientificamente isso tem o nome de “infoxication”. E este era justamente o assunto inicial da fala dele.

Cappra, através de um gráfico, explicou a jornada pela qual passamos para chegar nesse nível.

Primeiro nos deparamos com a “ociosidade”, que é aquele período onde estamos no limbo e ainda não nos deparamos com algo que tirasse a nossa atenção. Porém, com a popularização da internet, as informações começaram a chegar com fluidez (e de forma cada vez mais rápida), com isso evoluímos ao ponto de se empolgar” por estar sabendo muito. E isso leva a “sensação de poder”, quando você olha para essa realidade e fala “eu tenho acesso a tudo agora, quando eu quiser, na hora que eu quiser”.

Só que essa jornada terminaria neste ponto se nós absorvêssemos informações conforme a nossa capacidade humana – o que não está acontecendo. A quantidade de informações 24 horas por dia é maior do que a nossa capacidade de compreensão e absorção saudável. Assim, chegamos ao “ponto de stress”, quando essa jornada nos afeta psicologicamente de forma negativa. 

Se você tem uma empresa, saiba que seu consumidor pode (e deve) estar passando por um ciclo semelhante aos apresentados no gráfico. Ele deve estar “infoxicado”, assim como muitos de nós. Isso cria um desafio imenso para as empresas e marcas: como você vai ser relevante para ele em meio a tanta informação? Como você abrirá caminho para falar com ele?

Dica: pensando nesse desafio que as marcas possuem, fizemos um episódio do nosso podcast com o Diego Fabris, uma referência quando o assunto é comportamento do consumidor e um cara que leva a curadoria como um mantra na sua carreira.

Pensa que se seu cliente já possui um excesso de informações para processar e absorver, talvez a oferta de produtos da sua marca também esteja dentro desse excesso a ser processado. Um e-commerce com mais de nove mil vinhos diferentes – realmente, é uma decisão de compra que demanda muito das pessoas.

O Diego acredita muito na curadoria como uma forma de combater o infoxication. Nove mil vinhos? Beleza, mas quem sabe você apresenta para o cliente os cinco vinhos que mais combinam com o perfil dele? Melhor, né?

Criar filtros personalizados em seu próprio produto é um dos caminhos para lidar com o excesso de escolhas. E para conseguir fazer isso, você primeiro tem que atrair esse cara. Faça ele vir até seu estabelecimento, ponto de venda ou site. 

Depois você tem que captar e centralizar seus dados. Conheça ele, entenda seus gostos, de onde ele vem, o que ele mais curte consumir. Crie perfis individuais que auxiliem mais pra frente numa seleção personalizada dentro de seu próprio site/e-commerce/loja.

O Share Eat é a empresa fundada pelo Diego que tem, como um dos objetivos, ajudar as marcas a entenderem melhor os perfis dos seus clientes para conseguirem personalizar e tornar as experiências destes mais leves, fáceis e harmônicas.

O “ponto de stress” é mais um sinal de atenção para as empresas. Não existe uma fórmula secreta e muito menos feitiço do Harry Potter para atingi-lo. O principal caminho é ser cada vez mais pessoal, construir uma marca que fale diretamente com quem interage com ela e que fuja, ou pelo menos tente driblar, desse excesso de informações existentes.

Aqui na Iris acreditamos muito em marcas pessoais, que conseguem ser relevantes e criar experiências personalizadas para seus consumidores. Por isso, trabalhamos dias e noite para criar uma plataforma que entregue para as marcas insights relevantes sobre sua audiência e que ajude a tornar a jornada desses clientes mágica.

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